O óleo diesel, principal combustível utilizado por caminhões e ônibus no país, registrou uma queda acumulada de 4,5% nas últimas cinco semanas. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio de revenda do diesel S10 atingiu R$ 7,24 na semana de 3 a 9 de maio, mantendo uma trajetória de recuo que impacta diretamente a logística e o custo dos alimentos.
Apesar da tendência de baixa recente, o valor do combustível ainda se mantém 18,9% acima dos patamares observados antes do início dos conflitos no Irã, em fevereiro. O cenário internacional de instabilidade, que afetou a oferta global de petróleo e elevou o barril do tipo Brent, forçou uma adaptação do mercado brasileiro, que ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel consumido internamente.
Especialistas e o próprio governo apontam que a desaceleração nos preços é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a subvenção federal a produtores e importadores, a desoneração de tributos como PIS e Cofins, e a atuação estratégica da Petrobras. Embora o cenário geopolítico permaneça incerto e o barril de petróleo siga cotado em patamares elevados, as medidas fiscais têm sido fundamentais para conter a escalada inflacionária no setor de transportes.







































































































