O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP classificou como abusiva e ilegal a desocupação da reitoria da universidade, realizada pela Polícia Militar na madrugada do último domingo (9). Segundo a entidade, a operação ocorreu sem qualquer mandado judicial e resultou em diversos estudantes feridos pelo uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes, além da denúncia de um suposto “corredor polonês” para espancamento.
Os estudantes, que ocupavam o prédio desde a última quinta-feira (7), afirmam que o protesto foi motivado pela precarização das condições de permanência na instituição. Entre as principais queixas, o movimento cita a falta de água e mofo nos alojamentos estudantis, além de problemas graves de insegurança alimentar nos restaurantes universitários, onde foram relatados casos de comida servida com larvas e em condições impróprias para o consumo.
Em contrapartida, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo defendeu a legitimidade da intervenção, alegando que houve flagrante delito e crime permanente, o que dispensaria a necessidade de ordem judicial. A pasta informou que quatro pessoas foram conduzidas à delegacia e liberadas após o registro da ocorrência, destacando que a operação foi filmada por câmeras corporais e resultou na apreensão de entorpecentes e armas brancas no local.


































































































