São Paulo (SP) – A corrida eleitoral de 2026 começou a desenhar seus contornos mais nítidos na zona norte de São Paulo. Em um encontro marcado pela mobilização de militantes e lideranças políticas, o Partido dos Trabalhadores oficializou, neste domingo (2), o nome de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência da República. O palco escolhido para o anúncio foi o Expo Center Norte, pavilhão que concentrou as atenções do cenário político nacional durante todo o dia.
Para reeditar a parceria que saiu vitoriosa no pleito de 2022, a convenção homologou o nome de Geraldo Alckmin, filiado ao PSB, como candidato ao posto de vice-presidente. A manutenção da dupla no topo da chapa sinaliza o esforço governista em preservar a frente ampla que garantiu o Palácio do Planalto no embate anterior. Se o resultado das urnas se repetir a favor da atual gestão, Lula consolidará um marco inédito em sua trajetória pública ao assumir o quarto mandato como mandatário do Executivo federal.
Ampla frente de partidos e discursos de abertura
A movimentação no pavilhão de exposições paulistano teve início nas primeiras horas do dia. Os portões foram abertos oficialmente por volta das 11h, recebendo uma comitiva expressiva de aliados históricos, governadores, parlamentares e chefes de agremiações parceiras. Para esta nova jornada eleitoral, o PT chega cercado por uma coalizão robusta. O arco de alianças formalizado para 2026 engloba, além do próprio partido do presidente e do PSB de Alckmin, siglas como o PCdoB, o PV, o PDT, o PSOL e a Rede Sustentabilidade.
Os trabalhos discursivos da Convenção Nacional foram inaugurados por Edinho Silva, atual presidente da legenda petista. Em sua fala inicial de abertura, ele buscou situar o peso histórico do pleito que se aproxima. Para o dirigente, as eleições no Brasil transcendem as fronteiras locais e trazem repercussões cruciais tanto para o equilíbrio político na América Latina quanto para o cenário internacional como um todo. Ele defendeu que o processo de escolha popular será determinante para salvaguardar a soberania nacional perante potenciais pressões ou tentativas de “intervencionismos” estrangeiros.
O caminho até o palanque e a estratégia eleitoral
A solenidade seguiu uma ordem de discursos que serviram como preparação para o momento principal. O microfone passou pelo ex-ministro Fernando Haddad, que relembrou os desafios enfrentados pela gestão, seguido por uma fala do próprio vice-presidente Geraldo Alckmin, que reforçou o compromisso com a estabilidade institucional. A primeira-dama Janja Silva também subiu ao púlpito para discursar perante a plateia de apoiadores antes de passar a palavra ao candidato da cabeça de chapa.
O encerramento do encontro ficou a cargo de Lula, que discursou de forma improvisada por mais de uma hora. O tom da manifestação centrou-se na defesa de sua administração atual e na apresentação do trabalho realizado como o principal ativo eleitoral da coligação. Em um dos trechos mais enfáticos de sua fala, o presidente resumiu a essência de sua plataforma política para os meses de campanha.
“O que motiva um governo a ganhar as eleições é se o legado dele for merecedor de confiança e de respeito”, ponderou Lula ao público presente. “Quem fez pode prometer mais. Quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha”, emendou o candidato, delineando o embate pragmático que pretende travar contra os adversários políticos.
Aos 81 anos de idade no momento da posse, caso obtenha o sucesso nas urnas, Lula estabelecerá um recorde na história republicana do país ao se transformar no cidadão mais idoso a governar o Palácio do Planalto, acrescentando mais um capítulo singular à sua biografia.











































































































