Câmeras de monitoramento instaladas em uma propriedade particular no extremo oeste baiano capturaram uma cena rara: uma onça-pintada melânica. O animal, que apresenta uma mutação genética responsável por sua pelagem escura, é popularmente conhecido como pantera negra, sendo um registro de extrema importância para a biodiversidade local.
A iniciativa foi conduzida pelo Parque Vida Cerrado, o primeiro centro de conservação e educação socioambiental da região, utilizando a tecnologia de armadilhas fotográficas. Por motivos de segurança e preservação da espécie, a localização exata do flagrante foi mantida sob sigilo pela instituição, que reforça o caráter excepcional do avistamento.
Gabrielle Rosa, gerente do projeto, destaca que a presença do felino é um indicador de equilíbrio ambiental, já que o animal está no topo da cadeia alimentar e exige grandes áreas conservadas. O registro reforça a urgente necessidade de proteger trechos contínuos de vegetação nativa no Cerrado, promovendo a coexistência entre a produção rural e a fauna silvestre.


































































































