Rio de Janeiro (RJ) – O universo do samba ganha contornos distintos sob a lente de Caxtrinho. Neste sábado (31), às 23h, a TV Brasil transmite o espetáculo Queda Livre, uma performance que desafia convenções ao fundir o gênero tradicional a elementos experimentais. O show, que projeta o Brasil a partir da vivência e da identidade da Baixada Fluminense, chega ao público como um retrato cru de um Rio de Janeiro que raramente ocupa as telas.
A gravação ocorreu em setembro, no Espaço Cultural BNDES, sob o comando do diretor Waldecir de Oliveira e a apresentação da jornalista e cantora Bia Aparecida. No palco, o músico, que também assina a autoria das faixas, utiliza seu violão percussivo para guiar composições marcadas por nuances pop, suingue e um olhar crítico sobre a realidade social. É uma tentativa clara de reafirmar a força da nova geração de artistas fluminenses, transformando o espaço da apresentação em um laboratório de identidade.
Para encorpar a sonoridade do álbum, Caxtrinho não está sozinho. O palco recebe uma instrumentação precisa composta por Eduardo Manso, responsável pela guitarra e eletrônicos, Vovô Bebê na guitarra, João Luiz no baixo e Kalebe na bateria. Essa estrutura reforça o caráter híbrido da obra, que busca dialogar com o cotidiano das pessoas longe das representações midiáticas convencionais.
Quem perder a exibição na grade linear poderá acessar o conteúdo pelo aplicativo TV Brasil Play ou pelo canal da emissora no YouTube. O programa, que estreou em 2007, retorna com uma temporada renovada que promete, além dos shows, incluir depoimentos dos artistas e imagens de bastidores. O calendário de episódios contempla figuras consolidadas da música brasileira, como Leila Pinheiro, Claudio Jorge, Moyseis Marques e a banda BossaCucaNova.
Para a apresentadora Bia Aparecida, o formato representa um compromisso com a diversidade da cena nacional. Ela descreve a iniciativa como uma vitrine democrática para diferentes sotaques e gerações. O diretor artístico Waldecir de Oliveira compartilha dessa visão, ressaltando que o programa atua como uma ferramenta para expandir a visibilidade de trajetórias diversas, fortalecendo a circulação da produção local.
A produção, consolidada desde 2017 no palco do Espaço Cultural BNDES, mantém a premissa de ser um ponto de convergência para a invenção musical. Ao abrir espaço para nomes como Caxtrinho, a atração reafirma sua função de curadoria ao explorar os limites do que se entende por cancioneiro nacional, apostando na pluralidade como combustível para a nova leva de episódios.











