Colatina (ES) – A corrida presidencial ganhou ritmo nesta sexta-feira (4) com uma agenda marcada pelo contraste entre a exposição pública e o silêncio político. Enquanto parte dos postulantes ao Palácio do Planalto circulou por estados do Nordeste e do Sudeste para encontros com eleitores e entrevistas, outros optaram por manter as atividades sob sigilo ou fora da agenda pública.
Foco no eleitorado e questões regionais
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou suas atividades no Ceará, realizando uma caminhada em Juazeiro do Norte. Durante entrevista à Rádio Progresso, o petista voltou a pautar a legislação trabalhista, declarando apoio ao projeto que tramita no Senado para o fim da jornada 6×1. Para o candidato, a medida permitiria que o trabalhador brasileiro desfrutasse de maior tempo de convívio familiar e oportunidades de estudo.
Na Bahia, Hertz Dias (PSTU) cumpriu uma agenda intensa em Alagoinhas. Além de entrevistas para as emissoras 93FM e Ouro Negro FM, o candidato realizou atos de panfletagem e apresentou seu programa de governo. O discurso de Dias criticou a política de isenções fiscais para grandes empresas, argumentando que a prática retira recursos essenciais de áreas como saúde e educação para beneficiar companhias que oferecem salários baixos.
Em Pernambuco, Renan Santos (Missão) marcou presença em um comício realizado na cidade de Olinda.
Sabatinas e propostas para a economia
O cenário em São Paulo foi dominado pelas sabatinas. Ronaldo Caiado (PSD) percorreu uma maratona de entrevistas, passando pela Folha de S.Paulo, pelo Uol e pela revista Veja. Em visita à sede do Google, o governador goiano destacou que, se chegar à presidência, pretende priorizar o investimento na chamada economia do conhecimento.
Também na capital paulista, Romeu Zema (Novo) participou da sabatina do Estadão. Durante o encontro com representantes da União Santa Ifigênia, ele abordou o recente desdobramento legislativo sobre a taxação de importados de até US$ 50. Zema ponderou que o fim do imposto traz prejuízos ao varejo nacional, sugerindo que a competitividade desigual pode incentivar empresas brasileiras a migrarem suas operações para o exterior.
Augusto Cury (Avante) circulou por São José do Rio Preto (SP). Entre um almoço com empresários e uma visita à Fundação Faculdade de Medicina, o candidato conversou com eleitores no Mercado Municipal. Cury aproveitou a oportunidade para defender a extinção da reeleição para cargos do Executivo, sob o argumento de que o poder público não deve ser encarado como um patrimônio pessoal.
Ainda em São Carlos (SP), Flávio Bolsonaro (PL) visitou um polo tecnológico. O candidato defendeu a capacitação de jovens como estratégia para reter cérebros no Brasil, sustentando que a qualificação profissional é o caminho para atrair investimentos estrangeiros e fomentar o desenvolvimento econômico interno.
Ausências e compromissos internacionais
Enquanto o debate político se desenrolava, quatro nomes não registraram agendas públicas: Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (Democracia Cristã), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). Por outro lado, Edmilson Costa (PCB) encontra-se em Lisboa, onde cumpre uma série de compromissos vinculados à secretaria-geral de seu partido.












