Brasília (DF) – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu a largada nesta segunda-feira (17) em sua estratégia de comunicação voltada ao pleito de outubro. Sob o título Eleições 2026 – Coisa de Pele, a iniciativa busca transformar o ato de votar em um exercício cotidiano e conectado com a identidade brasileira. A escolha do nome não é por acaso: trata-se de uma homenagem à composição de Jorge Aragão, utilizando a força da música para romper com a imagem de que a democracia é algo distante ou meramente burocrático.
Para o presidente da Corte, o ministro Kassio Nunes Marques, o objetivo central reside em tirar o processo eleitoral do campo das ideias abstratas. Na visão do magistrado, o sistema político ganha vida somente quando o cidadão se informa, reconhece as pluralidades do país e comparece às seções eleitorais para definir seus representantes. O discurso é de que a democracia só se mantém pulsante no momento em que a liberdade de escolha é exercida sem reservas.
A campanha foi desenhada a partir de uma série de peças audiovisuais e áudios que exploram a diversidade cultural e racial como pilares. A ideia é criar um diálogo mais direto e inclusivo, utilizando uma estética que se distancia das comunicações institucionais rígidas. Além do apelo emocional da trilha sonora, o material também possui uma faceta utilitária. O TSE incluiu orientações claras sobre o passo a passo da votação, as regras para a justificativa de ausência e outros procedimentos técnicos essenciais que costumam gerar dúvidas no eleitorado.
Nunes Marques reforçou durante a apresentação que a música cumpre o papel de encurtar distâncias, algo que o tribunal deseja replicar para aumentar o engajamento cívico. O conteúdo já está sendo veiculado nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, compondo uma estratégia que deve se intensificar conforme o calendário avança.
O foco total está no dia 4 de outubro, data em que os brasileiros irão às urnas para escolher uma ampla gama de representantes. Estão em jogo as cadeiras de deputados federais, estaduais e distritais, além dos cargos de governador, senador e presidente da República. A complexidade do pleito exige uma logística precisa e, claro, um eleitor consciente de suas responsabilidades.
Caso o cenário político exija um segundo round — o que ocorre quando nenhum candidato ao Executivo, seja para o governo estadual ou para a Presidência, atinge a marca de 50% dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos —, os eleitores retornarão às urnas no dia 25 de outubro. O sucesso da convocação, agora embalada por um clássico do samba, é a aposta do tribunal para garantir que as urnas reflitam a real vontade da população neste ciclo eleitoral.

































































































