Serra (ES) – O acesso ao ensino superior permanece profundamente desigual entre as nações, revelando um fosso que separa continentes inteiros. Um estudo recente, que compilou dados de 146 países, escancara como a geografia de nascimento ainda dita as chances de um jovem ingressar na universidade.
Descompasso entre regiões
Os números desenham um mapa claro da disparidade. Enquanto na Europa Ocidental e na América do Norte a taxa de matrícula chega a 80%, a realidade na África subsariana é drasticamente diferente, com apenas 9% da juventude frequentando o ensino superior. A América Latina e o Caribe ocupam uma posição intermediária, com 59% de presença, seguidos pelos Estados Árabes, com 37%, e pelo Sul e Oeste da Ásia, onde o índice marca 30%.
A presença feminina nas salas de aula
Uma mudança de curso chama a atenção no cenário acadêmico atual. Em 2024, as mulheres se tornaram maioria nas instituições de ensino superior, atingindo a marca de 114 alunas para cada grupo de 100 homens. A paridade de gênero já é uma realidade na maior parte do planeta, com a exceção notável da África, que ainda tenta equilibrar essa balança.
Apesar do avanço quantitativo nas graduações, o sucesso acadêmico ainda encontra barreiras invisíveis para elas. O levantamento aponta que a representatividade feminina cai à medida que a carreira avança. As mulheres continuam sendo uma minoria nos cursos de doutorado e ocupam apenas 25% dos cargos de liderança acadêmica. Mesmo com o domínio nas matrículas, o topo da hierarquia universitária ainda parece resistir à ocupação feminina.



























































































