A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) acendeu um alerta crucial para o Hemisfério Sul, indicando o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios. A expectativa é de que a Gripe K, uma variante do vírus Influenza H3N2, seja predominante neste período.
Identificada no ano passado e já responsável por um inverno intenso no Hemisfério Norte, a variante K do H3N2 foi detectada no Brasil em dezembro de 2023. Embora não seja mais grave que outras cepas, ela se associa a temporadas de transmissão mais prolongadas.
Este cenário, classificado pela OPAS como “consistente com o início gradual da temporada de inverno”, exige atenção redobrada. A organização observa uma atividade de Influenza ainda baixa, mas com sinais iniciais de crescimento em alguns países da América do Sul.
Preparação para Picos de Demanda
Considerando a experiência do Hemisfério Norte, a OPAS adverte que as nações do Sul devem se preparar para uma temporada de alta intensidade. Isso inclui a possibilidade de picos concentrados de demanda hospitalar, que podem testar a capacidade dos serviços de saúde.
No Brasil, a taxa de positividade para Influenza, que se manteve abaixo de 5% no primeiro trimestre, já apresentou elevação significativa. No final de março, o indicador atingiu 7,4%, com clara predominância do Influenza A(H3N2) e alta intensidade de circulação.
Análises de sequenciamento genético, realizadas pelo Ministério da Saúde, confirmam a preocupação. Dos testes feitos até 21 de março, 72% identificaram o subclado K, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo.
Outros Vírus em Ascensão
Além da gripe, a OPAS destaca o aumento gradual da circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em diversos países, incluindo o Brasil. Esta antecipação do padrão sazonal típico pode impactar significativamente crianças pequenas e outros grupos de risco nas próximas semanas.
A combinação do aumento de casos de VSR e Influenza, somada à persistência de casos de COVID-19 – ainda que em menor número –, gera um alerta. Este cenário multifatorial pode sobrecarregar os sistemas de saúde, exigindo ações preventivas robustas.
Vacinação: A Estratégia Principal
Diante deste panorama, a intensificação das campanhas de vacinação é crucial para prevenir hospitalizações e mortes. A vacina contra a gripe demonstrou eficácia no Hemisfério Norte, com até 75% de proteção contra hospitalização de crianças no Reino Unido, por exemplo.
No Brasil, a vacina da gripe é atualizada anualmente para combater as cepas mais circulantes. O imunizante deste ano inclui a H3N2, oferecendo proteção essencial contra a variante K, conforme as diretrizes da campanha nacional.
A campanha nacional de vacinação contra a Influenza prioriza grupos vulneráveis para proteger a população. Entre eles estão:
- Crianças menores de 6 anos;
- Idosos e gestantes;
- Pessoas com comorbidades;
- Trabalhadores da saúde, população indígena, professores e pessoas privadas de liberdade.
Adicionalmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra o VSR para gestantes. O objetivo é imunizar os recém-nascidos e protegê-los contra doenças como a bronquiolite, reforçando a saúde pública.




































































































