São Paulo (SP) – A evolução clínica do cacique Raoni Metuktire, de 93 anos, aponta para um cenário de gradual recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Paulo (HSP/Unifesp). O líder indígena apresenta um quadro de saúde considerado estável, respondendo de forma positiva aos intensos cuidados médicos que recebe na capital paulista.
Atualmente, o paciente encontra-se sem febre e demonstra uma melhora constante em suas funções pulmonares, conseguindo respirar de maneira espontânea, sem o auxílio de aparelhos de ventilação mecânica. Além disso, os profissionais de saúde observam uma evolução na aceitação da alimentação por via oral, um avanço essencial para o restabelecimento de suas condições físicas gerais. Como parte dos cuidados necessários a esse estágio da transição clínica, Raoni ainda permanece fazendo uso de um dreno na região do tórax.
Histórico da internação e transferência para São Paulo
O processo que levou à hospitalização do cacique teve início em seu estado de origem, no Mato Grosso. No dia 14 de junho, Raoni foi inicialmente acolhido no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, situado na cidade de Sinop, na região norte do território mato-grossense. Após as primeiras avaliações locais e diante da necessidade de suporte especializado de alta complexidade, a equipe optou por sua transferência aérea para a capital paulista.
A admissão na unidade paulista ocorreu no dia 19 de junho, quando o cacique deu entrada com um diagnóstico que combinava obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. A gravidade da obstrução exigiu uma resposta rápida e precisa de toda a equipe cirúrgica: no dia seguinte, 20 de junho, Raoni foi submetido a uma cirurgia de desobstrução, procedimento considerado de urgência para garantir a manutenção e o funcionamento adequado de seu trânsito intestinal.
Controle de intercorrências e acompanhamento médico
Durante a internação na Unidade de Terapia Intensiva, novas intercorrências clínicas surgiram e exigiram intervenções rápidas. Na tarde deste sábado (4), o quadro do líder indígena permanecia controlado, superando inclusive um episódio de hemorragia digestiva registrado na última terça-feira (30). O sangramento foi prontamente contido pela equipe do hospital, sem que houvesse prejuízo à estabilização geral alcançada até o momento.
Todo o plano terapêutico e as decisões clínicas que envolvem a saúde do líder indígena são supervisionados de perto pelo médico Franz Robert Apodaca Torrez. O especialista, que já vinha monitorando de forma detalhada o desenvolvimento do caso antes mesmo da transferência, trabalha em constante sintonia com o corpo médico do hospital paulista para coordenar os próximos passos desse processo de reabilitação.







































































































