Brasília (DF) – O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise em até 15 dias um relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Vorcaro é um dos 15 investigados pelas alegadas fraudes financeiras ocorridas no Banco Regional de Brasília (BRB). Fachin, que relata o caso conhecido como Master, também pediu à PGR que se posicione sobre uma solicitação da PF para estender a apuração por mais 60 dias.
A conclusão parcial deste relatório, divulgada na semana passada, marca a primeira fase da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, Vorcaro teria tido um envolvimento direto e repetido em operações que envolviam carteiras de crédito irregulares do Banco Master, causando perdas significativas ao BRB. O prejuízo estimado pelos investigadores já atinge cerca de R$ 2,7 bilhões.
Parte dessas perdas teria sido gerada por carteiras de crédito que, segundo a investigação, não existiam de fato. Estas carteiras estariam em nome da Tirreno, uma empresa apontada como de fachada e controlada pelo Banco Master, que teria realizado transações com o BRB. Daniel Vorcaro encontra-se preso desde março deste ano, detido no presídio da Papudinha, no Distrito Federal.
A defesa do ex-banqueiro reagiu ao indiciamento, classificando-o como uma repetição da mesma tese da PF, sem a apresentação de novas evidências ou avanços concretos na investigação. Os advogados sustentam que os negócios envolvendo as carteiras da Tirreno não foram concluídos e que as carteiras foram substituídas por outros ativos. Afirmam ainda que as transações entre o Banco Master e o BRB resultaram em ganhos para o Banco de Brasília, e que nenhuma perícia oficial confirmou os prejuízos apontados pela polícia.












