Brasília (DF) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade ao desembargador federal Macário Júdice. A determinação altera o status da prisão preventiva, que vinha sendo cumprida desde dezembro do ano passado, quando o magistrado foi alvo da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal.
Com a decisão, Júdice, que integra o 2º Tribunal Regional Federal (TRF 2), passa a responder ao processo em liberdade, mas sob rígidas condições. Ele deverá cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas o uso de monitoramento eletrônico via tornozeleira.
A prisão do desembargador ocorreu durante a segunda etapa das investigações da Unha e Carne. O foco da PF naquele momento era apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo judicial, que estariam diretamente ligados aos procedimentos instaurados contra o ex-deputado estadual TH Joias. A cronologia do caso revela que a detenção de Júdice aconteceu logo após outra movimentação relevante da mesma operação: a prisão de Rodrigo Bacellar, que na época ocupava a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Paralelamente à soltura de Macário Júdice, o ministro Alexandre de Moraes autorizou uma mudança logística importante envolvendo Bacellar. O ex-parlamentar, que estava custodiado na Penitenciária Federal de Mossoró, deverá ser transferido para o sistema prisional do estado do Rio de Janeiro.
O advogado Daniel Bialski, que compõe a defesa de Rodrigo Bacellar, confirmou a decisão de transferência proferida pelo gabinete de Moraes. Contudo, até o momento, a defesa admite que ainda não possui detalhes sobre qual unidade do sistema penal fluminense receberá o ex-deputado. O STF, por sua vez, não se manifestou publicamente a respeito dos trâmites ou do destino específico da transferência de Bacellar.











