Lausanne, Suíça – O judô brasileiro celebrou um triunfo expressivo na manhã deste sábado, na Suíça. Daniel Cargnin garantiu o lugar mais alto do pódio no Grand Slam de Lausanne ao aplicar um ippon fulminante sobre o russo Danil Lavrentev, exatamente no momento em que o cronômetro se aproximava do fim. A vitória teve um sabor especial: o atleta precisou reverter um cenário desfavorável que se desenhou durante a maior parte do confronto decisivo.
A caminhada de Cargnin até o ouro não foi convencional. O caminho até a final revelou uma série de dificuldades impostas pelos oponentes, que acabaram penalizados pelo regulamento. Logo no primeiro combate, o georgiano Mikheili Bakhbakhashvli foi desclassificado, facilitando a passagem do brasileiro. Na fase subsequente, o turco Ibrahim Demiral seguiu o mesmo destino, sendo excluído da disputa após acumular três advertências ainda durante o golden score.
O nível de exigência subiu conforme a chave avançava. Nas quartas de final, Cargnin garantiu o avanço ao superar Kazbek Naguchev, dos Emirados Árabes Unidos, com um yuko. Já na semifinal, o embate contra Said-Magomed Khalidov foi resolvido apenas no golden score, quando o brasileiro conseguiu encaixar um waza-ari que assegurou sua vaga na luta final pelo título.
A conquista em Lausanne consolida um currículo robusto para o judoca. Com este resultado, ele alcança seu segundo título de Grand Slam na carreira, repetindo o feito conquistado na etapa de Brasília, em 2019. O currículo de Cargnin é reforçado pelo status de vice-campeão mundial de 2025 e pela medalha de bronze obtida nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.
Ao subir no pódio na Suíça, o brasileiro não apenas adiciona uma medalha de ouro à sua coleção, mas também atinge a marca expressiva de 10 pódios no Circuito Mundial. O resultado reafirma a regularidade de Cargnin entre os principais nomes do judô internacional, mantendo-o como uma referência técnica na categoria mesmo diante das pressões de competições de alto nível.












