Em um movimento que amplia a pressão sobre o governo cubano, os Estados Unidos impuseram novas sanções econômicas contra o conglomerado estatal Gaesa e a joint venture Moa Nickel (MNSA). A medida forçou a canadense Sherritt International a suspender imediatamente suas operações na ilha, alegando que as restrições inviabilizam o funcionamento normal de seus negócios em parceria com o Estado cubano.
O pacote de sanções também mira diretamente a liderança da Gaesa, incluindo sua presidente, Ania Guillermina Lastres Morera. Especialistas alertam que o impacto será sentido severamente na indústria do níquel, um dos pilares de divisas para o país, e pode desencadear uma fuga de investidores estrangeiros, receosos com o endurecimento da política externa de Washington sob a gestão de Donald Trump.
A Casa Branca justifica as ações alegando que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional, acusando a Gaesa de corrupção — embora o governo cubano e analistas, como a historiadora Caridad Massón Sena, refutem as acusações por falta de provas. Para o presidente Miguel Díaz-Canel, as sanções são uma agressão unilateral e cruel, projetada para asfixiar a economia da ilha e comprometer o bem-estar da população.
O cenário é agravado por um bloqueio energético que limita o acesso de Cuba a combustíveis, resultando em apagões frequentes e escassez de itens básicos. Enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, defende que as medidas visam conter o regime, críticos apontam que a estratégia serve como cortina de fumaça para desviar a atenção de crises geopolíticas enfrentadas pelos Estados Unidos em outras regiões, como o Irã.



































































































