Há mais de duas décadas, Márcia Honório da Silva, a Marcinha, dedica sua trajetória ao desenvolvimento do futebol brasileiro. Após uma carreira marcante de 20 anos nos gramados, a ex-jogadora tornou-se formadora de talentos, revelando nomes como Nonato e Rodrigo Nestor no futsal do Juventus. Atualmente, em Caieiras (SP), ela coordena equipes de base, inclusive a do lateral-esquerdo Matheus Bidu, do Corinthians, reforçando a importância de manter vivo o espírito de disciplina e respeito pelo esporte entre os jovens.
O reconhecimento dessas atletas pioneiras ganha força com o Projeto de Lei 1315/2026, que prevê uma reparação histórica de R$ 500 mil para as jogadoras das gerações de 1988 e 1991. Márcia, integrante da primeira Seleção Brasileira feminina no Torneio Experimental da FIFA em 1988, celebra a medida não apenas pelo aspecto financeiro, mas como um resgate da dignidade negada por décadas. A iniciativa busca espelhar o apoio concedido aos campeões do futebol masculino em 2014, validando finalmente a luta dessas mulheres pela história oficial do Brasil.
Outra voz fundamental é a de Rosilane Camargo Motta, a Fanta, que defendeu o país em três Copas do Mundo e hoje atua na formação de novas atletas no Rio de Janeiro. Para ela, o suporte às pioneiras é um legado necessário, especialmente considerando o período em que a modalidade foi proibida no país, entre 1941 e 1979. As ex-jogadoras projetam a Copa do Mundo de 2027, a ser realizada no Brasil, como uma oportunidade crucial para impulsionar o profissionalismo, atrair investimentos e consolidar o futebol feminino no cenário nacional.






























































































