Nova Iguaçu (RJ) – Comerciantes e moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, viram agentes de segurança nas ruas em uma ofensiva contra o crime organizado. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com o apoio do Ministério Público, cumpre mandados de busca e apreensão direcionados a uma facção paramilitar que opera na região.
As apurações apontam que o bando responde a Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão. O grupo impõe o pagamento sistemático de uma chamada taxa de segurança a lojistas e condomínios residenciais. A rotina dos moradores também foi militarizada: a compra de itens básicos como água e gelo foi restrita a fornecedores monopolizados pela quadrilha.
Durante a análise financeira, os investigadores detectaram um volume de dinheiro incompatível com a renda declarada dos investigados. Em um intervalo de apenas seis meses, uma única conta bancária ligada ao esquema registrou a movimentação de aproximadamente R$ 373 mil.
O foco principal da ofensiva é desatar os nós da rede financeira e operacional da organização. A meta da polícia consiste em mapear novos participantes, rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro ilícito e estancar a tentativa de avanço territorial do grupo para outras localidades do município.
Para enfraquecer a estrutura criminosa, a Justiça atendeu aos pedidos da investigação e determinou o bloqueio de ativos financeiros, além da quebra dos sigilos fiscal, bancário e de dados telemáticos dos suspeitos.












