Rio de Janeiro (RJ) – O Pier Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro, transforma-se novamente no epicentro da tecnologia global com a abertura da sexta edição do Rio Innovation Week (RIW). De 4 a 7 de agosto, o evento abre suas portas sob o tema “Simbiose – o futuro não acontece isolado”, uma provocação que busca conectar áreas distintas do conhecimento e setores econômicos para enfrentar dilemas contemporâneos.
A expectativa dos organizadores é ambiciosa: atrair 180 mil pessoas e movimentar R$ 4 bilhões em negócios. Nos bastidores, a projeção é que a conferência fomente a criação de 22 mil empregos, entre diretos e indiretos, espalhados por um ecossistema que reúne 2 mil startups e centenas de expositores em 60 conferências distintas.
Jerônimo Vargas, idealizador e diretor-geral do RIW, enxerga nesta edição um divisor de águas para o papel da cidade no cenário internacional. Para ele, a consolidação do encontro reflete o amadurecimento do setor no Brasil, integrando academia, setor público e o mercado em um mesmo debate. Essa visão de colaboração é corroborada por Carlos Junior, diretor de Inovação Aberta, que aponta o desafio atual: converter inventos em soluções que alcancem o mercado com impacto real na vida das pessoas.
A lista de conferencistas reflete a amplitude desta proposta. O palco principal receberá nomes de peso, como a ativista Malala Yousafzai e o vencedor do Nobel de medicina Edvard Moser. O diálogo sobre transformação social e identidade ganha corpo com a presença de intelectuais como Djamila Ribeiro, Itamar Vieira Junior, Ondjaki e Luiz Antonio Simas. A pluralidade se estende à cultura e ativismo, contando com as participações de Sonia Guajajara, Txai Suruí, Regina Casé, Bella Gil, Seu Jorge, Zélia Duncan e a banda Os Garotin.
O conceito de simbiose não é apenas um slogan. Ele norteia as 16 trilhas temáticas que ocuparão cerca de 40 palcos, abrangendo tópicos que vão da inteligência artificial ao ESG 2.0, passando por saúde e o futuro do trabalho. Para Fábio Queiróz, cofundador da plataforma, essa estrutura prova que a tecnologia já não pertence apenas às salas de diretoria, sendo agora o motor central do desenvolvimento social.
Uma das frentes mais robustas do evento, o Startup Program, chega este ano com novo fôlego. A integração com indústrias foi intensificada e a presença de mais de 50 empresas de Venture Capital sinaliza um ambiente fértil para quem busca viabilizar projetos. Pela primeira vez, o RIW integra o Fórum Internacional de Negócios Aeroespaciais, uma iniciativa da Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com a ONU, além de dar espaço à Conferência Cocreators, voltada para conectar influenciadores digitais a grandes marcas do mercado.











































































































