Brasília (DF) – O centro de Brasília ganhou um colorido diferente desde que a Arena Conic abriu suas portas para o Encontro Mestres do Brasil. Até o próximo sábado (29), a capital federal funciona como um ponto de confluência para grupos e artistas que dedicam a vida a manter vivas as raízes mais profundas da cultura brasileira. A proposta vai além do palco: o objetivo é fortalecer a transmissão de saberes que, muitas vezes, viajam apenas pela tradição oral.
Quem transita pelo local encontra um cronograma intenso, com início das apresentações musicais sempre às 17h. Mas o evento começa bem antes, com uma estrutura montada para o aprendizado prático. As oficinas — que passam por jongo, maracatu e dança de espadas — permitem que o público interaja diretamente com quem domina essas linguagens há décadas. É uma oportunidade de entender o papel desses mestres na preservação da identidade nacional.
A lista de convidados reúne figuras de peso. Estão presentes Lia de Itamaracá, Mestre Manoelzinho Salustiano, Mestre Tião Carvalho, Mestre Ambrósio e Martinha do Coco. Representando a força da cultura local, marcam presença grupos como o Boi de Seu Teodoro, o Jongo do Cerrado, o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. A representação regional se completa com nomes como o Carimbó Beija-Flor de Marudá, do Pará.
Além das performances, o evento abre espaço para o debate. Rodas de conversa e oficinas de cenografia, voltadas para o contexto das culturas populares, buscam fomentar a troca de experiências técnicas. Para participar das formações, é necessária uma inscrição prévia. Já para os shows noturnos, o acesso é gratuito, mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível, com ingressos disponíveis para retirada antecipada.
A organização do evento é assinada pelo Instituto Brasileiro de Inovação Cultural (Ibranova), sob a promoção do Ministério da Cultura (Minc). A programação desta sexta-feira, dia 28, inclui discussões sobre a função social dos mestres e oficinas com nomes como Mestra Jociara e Helder Vasconcelos. À noite, o palco é ocupado por artistas como Martinha do Coco e Mestre Ambrósio.
O sábado, dia 29, encerra o encontro com uma maratona cultural que começa logo pela manhã. Além das rodas de prosa, o dia conta com a Feira de Economia Criativa e Agricultura Familiar a partir das 12h. O encerramento será uma celebração da diversidade, unindo grupos de mamulengo, o Moçambique de Santa Efigênia e o tradicional Carimbó Beija-Flor de Marudá, que encerra as atividades na madrugada de domingo.












