Guarapari (ES) – O Rock in Rio uniu forças com a organização Ação da Cidadania em uma frente de batalha contra a fome. O anúncio oficial da colaboração ocorreu nesta quinta-feira, 13, pelas vozes de Roberto Medina, presidente da Rock World, e Daniel de Souza, que preside o conselho da instituição. O objetivo central para a edição de 2026 do evento é claro: alcançar a marca de dois milhões de pratos de comida entregues a quem mais precisa.
Para viabilizar a meta, o público pode colaborar por meio de um QR code, que permite doações de qualquer valor diretamente para a Ação da Cidadania. Como incentivo, a organização preparou um sorteio: a cada 25 reais doados, o participante concorre a um par de entradas, totalizando mil ingressos distribuídos. Medina projeta superar o número estabelecido, amparado pelo histórico do festival em cumprir seus desafios sociais.
A relação entre as duas frentes não é novidade. Medina recorda que o primeiro contato com Herbert de Souza, o Betinho, surgiu após um período de instabilidade pessoal e um chamado público contra a criminalidade no Rio de Janeiro. Naquela época, o movimento mobilizou 400 mil pessoas, consolidando uma parceria histórica baseada na confiança mútua e na capacidade de engajamento que o festival possui.
Na prática, o festival contará com o chamado “pratômetro” instalado nas proximidades da Cidade do Rock. Trata-se de um painel em tempo real que monitora as doações acumuladas, servindo como uma lembrança constante para o público que transita pelo local. As fontes de recurso não se restringem aos donativos via QR code; o montante será acrescido pelas vendas de camisetas nas lojas oficiais e pelos lances em leilões de instrumentos autografados pelos artistas escalados para o line-up.
Para Daniel de Souza, a exposição proporcionada pelo Rock in Rio é o ativo mais valioso da parceria. Ele alerta que, embora o país tenha registrado avanços, ainda restam 6,5 milhões de brasileiros vivendo sob insegurança alimentar. “O festival atua como um grande tambor que ecoa para o mundo que a fome ainda é uma realidade persistente”, afirma.
Além da responsabilidade social, Medina reforçou o peso econômico que a mobilização carrega para o Rio de Janeiro. O ecossistema do festival movimenta mais de 3 bilhões de reais na economia local e é responsável pela geração de 30 mil empregos diretos. Para o empresário, o evento cumpre sua função ao mesclar o entretenimento com o impacto social, consolidando a missão de transformar o cenário nacional por meio da cultura e da mobilização coletiva.












