O transporte entre portos brasileiros na região Norte cresceu 5,8% em janeiro comparado ao mesmo período do ano anterior, movimentando 1,85 milhão de toneladas. A cabotagem, nome dado ao transporte aquaviário de cargas entre portos nacionais, consolida-se como solução estratégica para escoar a produção regional e abastecer localidades onde a infraestrutura terrestre é limitada.
Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a operação reduz custos logísticos e amplia a conexão entre o mercado local e o resto do país. O Amazonas liderou o volume transportado com 1,29 milhão de toneladas, seguido pelo Pará com 552,3 mil toneladas. As cargas são posteriormente distribuídas principalmente para portos das regiões Nordeste e Sudeste, funcionando como polos de consumo e redistribuição.
Produtos movimentados
A bauxita foi o principal produto individual transportado, com 875,1 mil toneladas, insumo crucial para a indústria. Os contêineres somaram 576,9 mil toneladas. Granéis líquidos também tiveram relevância, com 293,7 mil toneladas de petróleo e derivados e 69,3 mil toneladas de petróleo bruto. O cimento (18,9 mil toneladas) e o gás de petróleo (16,9 mil toneladas) completam a lista de cargas fundamentais para o abastecimento regional.
Ambiente regulatório favorável
O crescimento está conectado ao aprimoramento das regras que regulam o setor, especialmente pelo programa BR do Mar, que amplia a segurança jurídica e estimula a competitividade. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, regras mais claras favorecem o investimento do setor, a abertura de novas rotas e o aumento da eficiência operacional, contribuindo para o desenvolvimento regional.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a cabotagem segue fortalecendo a integração logística do país e a competitividade da economia brasileira. Com condições regulatórias mais estáveis e maior oferta de serviços, o transporte aquaviário entre portos brasileiros consolida-se como ferramenta essencial para garantir o abastecimento, reduzir custos e integrar a região Norte ao restante do país.



































































































