Uma pesquisa da ONU Mulheres, divulgada antes do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, revela um cenário alarmante. A violência online contra mulheres, em particular jornalistas, tem crescido exponencialmente. Esse abuso é frequentemente deliberado e coordenado.
Credibilidade e Reputação Profissional
O objetivo central desses ataques é silenciar vozes femininas no espaço público, ao mesmo tempo em que minam sua credibilidade profissional e reputação pessoal. Essa estratégia tem se mostrado eficaz, gerando impactos significativos.
Notavelmente, 41% das mulheres entrevistadas praticam autocensura nas redes sociais para evitar abusos. Além disso, 19% relataram autocensurar-se em seu trabalho profissional devido à violência online sofrida.
Para jornalistas e profissionais da mídia, a situação é ainda mais crítica. No último ano, 45% deles autocensuraram-se nas redes sociais, um aumento de 50% desde 2020. Quase 22% também aplicam autocensura em seu trabalho, com uma em cada quatro diagnosticada com ansiedade ou depressão.
Lacunas na Proteção Legal
A pesquisa também aponta para significativas deficiências na proteção legal contra a violência online. Conforme destacado pelo Banco Mundial, menos de 40% dos países possuem leis eficazes.
Isso significa que cerca de 44% das mulheres e meninas globalmente — aproximadamente 1,8 bilhão de pessoas — permanecem desprotegidas legalmente. A falta de legislação específica agrava o problema.
Apesar dessas lacunas, há uma tendência notável de aumento nas ações judiciais e denúncias às autoridades policiais entre jornalistas e profissionais da mídia.





































































































