A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados colocou em pauta uma proposta fundamental para o endurecimento da legislação penal brasileira. O projeto em discussão visa incluir o estupro e o feminicídio no rol de crimes imprescritíveis, garantindo que os agressores possam ser julgados independentemente do tempo decorrido desde a prática dos delitos.
Atualmente, a Constituição Federal estabelece a imprescritibilidade apenas para crimes de racismo e ação de grupos armados contra o Estado. A nova medida busca alinhar o ordenamento jurídico à gravidade das violações contra a dignidade e a vida das mulheres, eliminando a barreira temporal que muitas vezes impede a justiça em casos de denúncias tardias.
Impactos e avanços na legislação
A aprovação desta matéria representaria um marco na luta pelo fim da impunidade no Brasil. Especialistas apontam que, em casos de violência sexual, muitas vítimas levam anos para reunir condições psicológicas de denunciar, o que frequentemente resulta na prescrição dos processos sob as regras atuais.
Entre os pontos principais do debate na CCJ, destacam-se:
- O fortalecimento da proteção jurídica às mulheres vítimas de violência.
- A possibilidade de punição para crimes antigos que ainda não prescreveram.
- A adequação das leis brasileiras aos tratados internacionais de direitos humanos.
Caso o texto seja aprovado na comissão, ele seguirá para análise do Plenário, onde precisará de apoio expressivo dos parlamentares. A expectativa é que a proposta avance sem grandes resistências, dada a crescente pressão da sociedade civil por medidas mais rigorosas contra crimes de gênero e violência sexual.








































































































