São Paulo (SP) – O trajeto de um ônibus da Viação Santa Brígida foi interrompido de forma brusca na altura do número 700 da Avenida Casa Verde, na capital paulista. O motorista Edvagner, que estava em serviço, terminou detido por dois policiais militares após uma discussão motivada pelo trânsito. O estopim teria sido o uso da buzina pelo condutor, que solicitou passagem à viatura da PM que, segundo o seu relato, trafegava lentamente na faixa destinada ao transporte público.
A cena foi registrada pelo celular de um passageiro. O vídeo mostra o momento em que os agentes entram no coletivo e ordenam a descida do profissional. Mesmo sob negativa do condutor, que sustentava não ter cometido qualquer irregularidade, a abordagem escalou para o uso da força física. O motorista foi puxado para fora do veículo e, na sequência, encaminhado a uma delegacia.
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) manifestou indignação imediata. Em nota, a entidade classificou o episódio como um exemplo de truculência e despreparo. O documento cita nominalmente o cobrador Vilanova, que acompanhava o motorista, e qualifica a prisão como uma medida baseada em um motivo banal, caracterizando o uso da autoridade policial como desproporcional e violento.
A diretoria do Sindmotoristas reforçou que pretende formalizar uma denúncia junto à Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra os dois envolvidos. O sindicato aponta um desequilíbrio na atuação da corporação, argumentando que, em situações de agressões praticadas por criminosos contra os operadores do transporte, a categoria raramente recebe o suporte esperado, mas que, diante deste caso específico, não aceitará silêncio.
A reivindicação da classe é por rigor na apuração dos fatos, sob a justificativa de que o profissional apenas cumpria sua função ao tentar liberar a via para o fluxo normal do transporte público. O impacto do caso ressoa entre os trabalhadores da categoria, que veem na ação uma falta de empatia e prudência no trato com um trabalhador que cumpria seu itinerário.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não apresentou um posicionamento sobre o ocorrido ou sobre as condutas adotadas pelos agentes na Avenida Casa Verde.








































































































