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Saúde

Cobertura vacinal infantil caiu no Rio de Janeiro nos últimos 5 anos

Por Redação / Agência Brasil
25 de março de 2022
em Saúde
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A cobertura vacinal infantil em todo o estado do Rio de Janeiro registrou queda significativa nos últimos cinco anos. De acordo com o levantamento da Gerência de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado hoje (25) pela pasta, e que traz um panorama “alarmante”, os índices são os menores desde 2002.  A exceção é para a vacina BCG, oferecida nas maternidades. O estudo apontou que o maior impacto foi em 2020, em consequência da pandemia da covid-19. 

A necessidade do isolamento social dificultou o acesso aos postos de vacinação. Conforme o levantamento, naquele ano, aproximadamente 40% dos bebês do estado deixaram de ser imunizados.

O secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, alertou que muitas doenças graves como o sarampo e a poliomielite podem ser evitadas com a vacinação das crianças. “Por isso, é extremamente importante que os pais procurem os postos com a caderneta vacinal das crianças para que elas recebam todos os imunizantes da rotina infantil”, disse.

A primeira dose da vacina tríplice viral para sarampo, caxumba e rubéola teve queda de aproximadamente 40%, se comparados os anos de 2017, que atingiu 94,29% de imunização e 2021, quando caiu para 55,97%. Na etapa de reforço, a redução é ainda maior, cerca de 46%. Em 2017, a cobertura vacinal era 67,96% e, em 2021, de 36,25%. “A segunda dose deve ser aplicada em crianças de 15 meses a 4 anos de idade. A meta preconizada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é a imunização de 95% do público-alvo”, informou a SES.

Segundo a secretaria, em 2020, o estado do Rio registrou 1.302 casos de sarampo. O número equivale a um aumento de 147% em relação a 2019. Naquele ano, foram anotados 526 casos.

Poliomielite

A cobertura vacinal recuou também para a poliomielite. A queda na aplicação da primeira dose da vacina é de aproximadamente 41%, na mesma comparação. Em 2017, era de 88,76% e, em 2021, de 52,26%. Outra redução que chamou atenção foi nas doses de reforço, aplicadas entre 15 meses e 4 anos. No primeiro reforço, a cobertura passou de 77,20%, em 2017, para 43,24%, em 2021. A diferença corresponde a um recuo de 43,98%. Na última dose, aplicada aos 4 anos, em 2017, ficou em 65,59%, mas em 2021 caiu para 38,07%. “A baixa na cobertura vacinal foi de 41,95%”, completou a SES.

A secretaria informou que o último caso de infecção por poliomielite no Brasil foi registrado na cidade de Souza, na Paraíba, em 1989. Em 1994, o país recebeu o certificado de eliminação da pólio. A erradicação da doença, também conhecida como paralisia infantil, é resultado do sucesso do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que prevê um calendário para aplicação de forma gratuita de mais de 12 vacinas em crianças de até 5 anos.

Entre as vacinas previstas no calendário do PNI para crianças de até 5 anos de idade, estão a BCG; a hepatite A e B; a penta para difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e hepatite B; a pneumocócica 10 valente; a vacina inativada poliomielite (VIP); a vacina rotavírus Humano (VRH); a meningocócica C (conjugada); a vacina oral poliomielite (VOP ); a de febre amarela; a tríplice viral; a DTP para difteria, tétano e coqueluche; e varicela para catapora.

Para os adolescentes, estão disponíveis das vacinas HPV quadrivalente (papilomavírus humano); a dTpa para gestantes adolescentes e contra difteria, tétano e coqueluche; a meningocócica ACWY (conjugada) e a dT (difteria e tétano). “Embora o Calendário Nacional de Imunizações preveja faixas etárias para aplicação das vacinas, é importante reforçar que os imunobiológicos ficam disponíveis nas salas de vacinação dos municípios para que os esquemas vacinais sejam completados em qualquer idade”, informou a secretaria.

Covid-19

A aplicação da vacina da Pfizer contra covid-19 em crianças de 5 a 11 anos e da CoronaVac para crianças de 6 a 11 anos está autorizada pelo Ministério da Saúde desde janeiro deste ano. “O esquema vacinal prevê duas doses: no caso da Pfizer, o intervalo é de oito semanas; e para a CoronaVac, 28 dias. A cobertura vacinal nesta faixa etária em todo o estado está em 32%, com mais de 500 mil doses já aplicadas”, afirmou.

Tags: Cobertura vacinal infantilRio de JaneiroSaúdevacinas
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