PORTAL IGOSSIP NEWS!
CORREIO ESPÍRITO SANTO!
JORNAL O ECONÔMICO!
PORTAL IBATIBA ONLINE!
MUNDO DA SAÚDE 360!
O Diário de Notícias do País!
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Saúde
  • Economia
  • Cultura
  • Educação
  • Brasil
  • Política
  • Esportes
  • Sociedade
  • Justiça
  • Mundo
  • Segurança
  • Home
  • Saúde
  • Economia
  • Cultura
  • Educação
  • Brasil
  • Política
  • Esportes
  • Sociedade
  • Justiça
  • Mundo
  • Segurança
O Diário de Notícias do País!
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Inicio
Mundo da Saúde 360
Saúde

Estudo avalia se substância contida em vieiras pode combater metástase

Por Redação / Agência Brasil
15 de fevereiro de 2022
em Saúde
4 mins read
0 0
A A
0
Share on Facebook
Share on Twitter

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras investigam se um composto presente em vieiras pode ser usado no combate a metástases.

Com financiamento do Ministério da Saúde, a pesquisa conseguiu estabelecer uma cadeia de produção do molusco – parente das ostras e mexilhões – e uma unidade produtiva piloto para isolar a substância. A próxima etapa é a realização de testes pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia do medicamento proposto em animais e seres humanos.

Segundo o professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ Mauro Pavão, testes feitos em laboratório com ratos e camundongos indicaram que o composto heparán sulfato, presente na massa visceral das vieiras, tem potencial para ajudar na prevenção das metástases, processo em que as células cancerosas se espalham pelo corpo e formam novos tumores.

Pavão explica que, quando as células se desprendem do tumor inicial e circulam pela corrente sanguínea, interagem com as plaquetas, que se colam a elas, protegendo-as da ação do sistema imune. Nos testes com roedores, a substância foi capaz de inibir essa interação em casos de câncer de pele, próstata e pulmão, deixando as células cancerosas mais expostas às defesas do organismo.

A partir desses resultados, já publicados, o biólogo marinho e doutor em bioquímica, em parceria com a Uerj e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai Cetiqt), obteve financiamento do governo federal para estruturar toda a linha de produção que permitirá a fabricação do fármaco em quantidade necessária para a etapa de testes, da criação da vieira até o isolamento do composto em laboratório.

Pavão ressalta que, no caminho que o possível novo medicamento pode trilhar até estar disponível nas farmácias, o próximo passo são mais testes com animais e, ainda, experimentos com seres humanos, que precisam ser autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e realizados por uma instituição credenciada pela agência.

“A primeira coisa que a gente tinha que provar é que esse composto podia ser obtido de forma escalonada. Mesmo que tivesse alto valor terapêutico, se não fosse capaz de ser produzido em larga escala, de nada adiantaria. E, com esse estudo, a gente pode dizer que consegue produzir”, explica Mauro Pavão.

O pesquisador destaca que, além dos potenciais benefícios para a saúde, a comprovação da eficácia desse medicamento poderia agregar valor à produção das vieiras na aquacultura, gerando emprego e renda para famílias de comunidades costeiras. “Tem um resultado prático muito importante em um contexto tanto de sustentabilidade quanto de economia social, porque as vieiras podem ser cultivadas em fazendas marinhas por pescadores.”

Produção

Diretor da Faculdade de Oceanografia da UERJ, o oceanógrafo Marcos Bastos participa da pesquisa e acrescenta que a criação de vieiras depende de um meio ambiente preservado, já que esses moluscos precisam de água marinha de alta qualidade para se desenvolver. Bastos explica que, como a substância estudada está presente na massa visceral das vieiras, e essa parte é descartada antes do consumo desses moluscos, o cultivo visando fármacos não representa concorrência com a oferta das vieiras como alimento.

“Essa parte, que chamamos de bainha, sempre foi considerada um resíduo. Às vezes, se utilizava como ração para os peixes, mas muitas vezes era descartada”, acrescenta. “É uma oportunidade que não é só de negócio. Trabalhamos em um alimento que pode ser produzido por comunidades locais, e em um fármaco que a gente espera que pode ser muito importante para mitigar todas essas questões da metástase.”

As vieiras usadas na pesquisa são reproduzidas no Laboratório de Maricultura Sustentável da Uerj em Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro, e, então, enviadas a fazendas marinhas de produtores locais para o manejo e engorda, que dura mais de um ano. Quando prontas para a comercialização, os produtores separam a massa visceral da parte comestível, e essa bainha passa por um processo de ressecamento para ser enviada ao laboratório onde o composto é isolado.

O segundo laboratório envolvido na pesquisa foi criado com o apoio do Senai Cetiqt em uma unidade modular no Parque Tecnológico da UFRJ. De acordo com o coordenador da Engenharia de Processo e Transformação Química no Instituto Senai Inovação em Biossintético e Fibras, João Bruno Valentim, a unidade produtiva foi montada em um contêiner para evitar que ficasse dentro do hospital universitário da UFRJ, onde a pesquisa teve início.

Valentim explica que a unidade modular pode ser operada por apenas duas pessoas e que, caso o medicamento tenha sua eficácia comprovada, uma das possibilidades seria instalá-la em locais próximos da produção das vieiras, o que poderia reduzir custos logísticos, já que cada quilo da bainha ressecada gera apenas 4 gramas do composto ao ser processada.

O coordenador do Senai ressalta que países desenvolvidos, principalmente os europeus, têm se engajado em explorar os oceanos de forma sustentável para gerar matérias-primas renováveis, o que é proposto na pesquisa. “Essa é uma tendência, e o Brasil tem um potencial muito grande por razões óbvias. É só olhar o tamanho da nossa costa.”

Tags: câncermexilhões combate a metástasesmoluscosOstraspesquisa com vieirasSaúdeSenaiUerjUFRJ
Post anterior

CoronaVac mantém proteção após seis meses da segunda dose

Próximo post

Pesquisa aponta aumento do racismo nas abordagens policiais no Rio

Redação / Agência Brasil

Agência pública de notícias, a Agência Brasil mantém, como todos os veículos da EBC, o foco no cidadão e prima pelo interesse público, honestidade, precisão e clareza das informações que transmite.

Notícias Relacionadas

Sancionada lei que impõe novos critérios de qualidade para hospitais da rede privada no Brasil

Doenças inflamatórias intestinais avançam no país e ameaçam saúde pública até 2040

Doenças inflamatórias intestinais avançam no país e ameaçam saúde pública até 2040

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras irregulares e lotes de Mounjaro

Anvisa ordena apreensão de lotes do remédio Ocrevus após entrada irregular no país

Anvisa veta publicidade de caneta emagrecedora Semavy após veiculação irregular

Anvisa veta publicidade de caneta emagrecedora Semavy após veiculação irregular

Ministério da Saúde busca integrar canetas emagrecedoras à rede pública de atendimento

Ministério da Saúde busca integrar canetas emagrecedoras à rede pública de atendimento

Inmet alerta para onda de calor em quatro regiões e temperaturas até 5 graus acima

Brasileiros superestimam a própria saúde enquanto negligenciam fatores de risco oncológico

Próximo post

Pesquisa aponta aumento do racismo nas abordagens policiais no Rio

Recomendado!

Partido Verde formaliza aliança com candidatura de Lula na corrida presidencial

Campanhas presidenciais aceleram o ritmo em reta final de corrida eleitoral pelo país

TSE fecha pacto com plataformas digitais para conter desinformação nas eleições de 2026

Aplicativo Pardal registra mais de 51 mil queixas sobre propaganda eleitoral irregular

Sociedade civil desafia argumento da Anatel sobre acesso à internet na reta final das eleições

Prazo final para regularizar título eleitoral no Rio de Janeiro termina em breve

Cristiano Zanin garante gratuidade de dados para acesso a portais da Justiça Eleitoral

Sancionada lei que impõe novos critérios de qualidade para hospitais da rede privada no Brasil

O Diário de Notícias do País!

© 2019 - 2023. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.

Sobre O Diário!

  • Termos de Uso
  • Política Privacidade
  • Contato

Siga Nossas Redes!

Bem vindo de volta!

Login para conta

Palavra-chave esquecida

Recupere sua senha

Insira detalhes para redefinir a senha

Entrar
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Home
  • Saúde
  • Economia
  • Cultura
  • Educação
  • Brasil
  • Política
  • Esportes
  • Sociedade
  • Justiça
  • Mundo
  • Segurança

© 2019 - 2023. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução. Desenvolvido por Agência Caparaó.