A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, nesta segunda-feira (4), o sinal verde para que o Instituto Butantan inicie a fabricação da vacina contra a chikungunya, denominada Butantan-Chik. Com essa medida, o imunizante passa a ser produzido integralmente em solo brasileiro, facilitando sua oferta em larga escala pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina é recomendada para pessoas com idades entre 18 e 59 anos que vivem em áreas de exposição ao vírus. Embora a aprovação regulatória tenha ocorrido em abril de 2025, a produção era anteriormente restrita às instalações da farmacêutica Valneva. Agora, o Butantan assume a formulação e o envase, garantindo a mesma eficácia e segurança com custos reduzidos para o setor público.
Segurança e eficácia comprovadas
Estudos publicados na renomada revista The Lancet indicam que 98,9% dos voluntários que receberam a dose desenvolveram anticorpos neutralizantes. O perfil de segurança do imunizante foi considerado satisfatório, com relatos de efeitos colaterais leves, como febre, fadiga e dores musculares, padrão observado durante os testes clínicos realizados nos Estados Unidos com 4 mil voluntários.
Sobre a doença e o impacto no Brasil
A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do Zika. A infecção é caracterizada por:
- Febre súbita acima de 38,5°C;
- Dores intensas e incapacitantes nas articulações;
- Manchas avermelhadas na pele e dor muscular.
O impacto da enfermidade é preocupante, pois pode evoluir para dores crônicas que persistem por meses ou até anos. Com mais de 127 mil casos e 125 óbitos registrados no Brasil, a produção nacional do imunizante representa uma estratégia fundamental do Ministério da Saúde para conter a disseminação da doença e proteger a qualidade de vida da população.




































































































