Brejetuba (ES) – O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, é alvo de mandado de busca e apreensão em operação da Polícia Federal realizada hoje no estado do Rio. A ação ocorre no Rio de Janeiro, com desdobramentos também em São Paulo e no Distrito Federal.
Desde cedo, agentes da PF cumprem 17 mandados para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e celulares. No caso de Castro, a diligência foi feita no apartamento dele, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade. Os agentes permaneceram no local por cerca de duas horas e saíram com malotes.
O advogado de Cláudio Castro, Carlo Luchione, afirmou que o cliente colaborou com a busca, que ocorreu “sem qualquer intercorrência”. Segundo a defesa, “nada de relevante” foi apreendido.
Operação Sem Refino
Entre os alvos da Operação Sem Refino está o empresário e advogado Ricardo Magro, dono do Grupo Refit. A refinaria já havia sido investigada pela Polícia Federal por fraudes fiscais.
Em nota, a defesa da refinaria disse que as operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel formado por três grandes empresas, já condenadas pelo CADE — Conselho Administrativo de Defesa Econômica — por controlarem o preço do combustível nos postos. A defesa também afirma que essa prática prejudica a população e contribui para o aumento da inflação no país.
Ainda na nota, a Refit sustenta que nunca falsificou declarações fiscais para obter vantagens tributárias.
O que está sendo apurado
As investigações buscam possíveis inconsistências e envolvem o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A apuração integra os trabalhos conduzidos pela Polícia Federal no âmbito da ADPF das favelas, ligada à atuação de organizações criminosas e às conexões dessas estruturas com agentes públicos no Rio de Janeiro.

































































































