Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) seguem ocupando o prédio da reitoria nesta sexta-feira (8), em protesto contra o encerramento unilateral das negociações por parte da gestão de Aluísio Augusto Cotrim Segurado. O movimento, iniciado na quinta-feira (7), busca pressionar a administração universitária a retomar o diálogo sobre pautas essenciais para a permanência estudantil, como o reajuste do PAPFE e melhorias na infraestrutura dos campi.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) denuncia a precarização das condições de vida na instituição, citando situações de insalubridade no Conjunto Residencial da USP (CRUSP) e problemas graves nos restaurantes universitários. Segundo os manifestantes, a oferta de alimentos em más condições e a insegurança alimentar crônica são reflexos da falta de investimento adequado, agravados por uma proposta de reajuste no auxílio estudantil considerada irrisória pelos alunos.
Enquanto a reitoria alega que houve avanços nas negociações e lamenta a ocupação, classificando-a como uma invasão com danos ao patrimônio, os estudantes questionam a prioridade dos gastos. Argumentam que, apesar do orçamento bilionário da universidade e da recente bonificação milionária concedida aos docentes, as demandas básicas dos discentes — que enfrentam filas longas e precariedade diária — continuam sem o devido atendimento.




























































































