O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil em um cenário crítico de endividamento das famílias, impulsionado pela combinação de uma taxa Selic elevada e spreads bancários abusivos. Especialistas apontam que a política monetária restritiva do Banco Central, aliada à precarização do mercado de trabalho, tem forçado brasileiros a contraírem dívidas para custear despesas básicas, como saúde e alimentação.
Atualmente, o Brasil detém a segunda maior taxa de juros reais do mundo, ficando atrás apenas da Rússia. Esse patamar, que visa controlar a inflação, reflete diretamente no custo do crédito ao consumidor. Com um spread bancário que chega a 34,6 pontos percentuais — enquanto a média global gira em torno de 6 p.p. —, o acesso ao dinheiro torna-se proibitivo, criando uma “bola de neve” financeira para as classes de menor renda.
Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) confirmam a gravidade da situação: 80% das famílias brasileiras estão endividadas, com maior incidência entre quem recebe até três salários mínimos. O novo programa de renegociação, que oferece descontos de até 90% e o uso do FGTS, surge como uma tentativa emergencial de aliviar o orçamento doméstico e estimular a retomada do consumo no país.





























































































