Em assembleia realizada nesta quinta-feira (7), os profissionais da educação da rede municipal de São Paulo decidiram pela manutenção da greve, iniciada em 28 de abril. A categoria rejeitou a proposta da prefeitura de um reajuste salarial de 3,51%, baseada no IPC-Fipe, por considerar que o índice é insuficiente para recompor as perdas inflacionárias acumuladas.
Os sindicatos da categoria, como o Sinpeem, Sinesp e Sindsep, classificaram a oferta como indecente e apontaram que o projeto de lei enviado pelo prefeito Ricardo Nunes à Câmara Municipal contém medidas prejudiciais. Entre as críticas, destacam-se o parcelamento do reajuste, o aumento das contratações temporárias e o receio de que as mudanças estruturais no cargo de professor de educação infantil abram espaço para a privatização do setor.
A prefeitura defende sua política de valorização e argumenta que o impacto anual na folha de pagamento ultrapassa R$ 1 bilhão. Enquanto a administração municipal sustenta que o piso inicial para professores de 40 horas chegará a R$ 5.831,88, os servidores reforçam a mobilização com um novo ato agendado para o dia 13 de maio, exigindo uma valorização salarial de 14,56% e a atualização integral do piso do magistério.
Em resposta à paralisação, o governo municipal reforçou que, por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, as escolas devem manter 70% de funcionamento. A Secretaria Municipal de Educação informou que faltas não justificadas serão descontadas e orientou que responsáveis busquem as Diretorias Regionais de Educação (DREs) caso encontrem unidades sem atendimento.


































































































