O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), vinculado à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), realizou a remoção de mais de 90 perfis em redes sociais. As contas foram identificadas por compartilharem vídeos de um estupro coletivo contra dois menores, ocorrido no final de abril na capital paulista. A ação contou com o apoio do The National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC).
De acordo com as autoridades, a divulgação de material com conteúdo obsceno envolvendo crianças e adolescentes é crime, com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa. Mesmo perfis que alegavam compartilhar o vídeo para auxiliar nas investigações foram penalizados, pois violam o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A delegada Lisandrea Salvariego Colabuono reforçou que a criação de contas falsas apenas para propagar essas imagens é um indício claro de conduta criminosa.
O inquérito, conduzido pelo 63º Distrito Policial, segue em busca de identificar os responsáveis pela disseminação do conteúdo bruto. O caso de estupro, que chocou o país após o aliciamento de dois meninos de 7 e 10 anos na Vila Jacuí, já resultou na prisão de cinco envolvidos. Enquanto isso, dados da SSP-SP revelam um aumento preocupante nos registros de estupro de vulnerável no estado, totalizando 2.942 casos no primeiro trimestre de 2026.



































































































