A Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da Operação Compliance Zero, focada em supostos pagamentos indevidos feitos pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). Conforme o inquérito enviado ao STF, o parlamentar teria recebido mensalidades entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de benefícios como viagens internacionais, hospedagens de luxo, voos privados e o uso de imóveis de alto padrão pertencentes ao banqueiro.
Os investigadores apontam que, em contrapartida, Nogueira teria atuado em favor dos interesses do Banco Master no Congresso. O principal indício seria a apresentação da Emenda nº 11 à PEC 65, apelidada de “Emenda Master”, que visava elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Mensagens interceptadas sugerem que o texto foi redigido pelos próprios assessores do banco e entregue na residência do senador.
Além das vantagens financeiras, a PF aponta a aquisição suspeita de participação societária na empresa Green Investimentos S.A. por R$ 1 milhão — montante que, na prática, valeria R$ 13 milhões. O negócio foi realizado pela CNLF Empreendimentos, administrada pelo irmão de Ciro Nogueira, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, que agora está proibido de deixar o país e deve utilizar tornozeleira eletrônica.
O ministro do STF, André Mendonça, autorizou as medidas cautelares destacando que há provas robustas, incluindo registros bancários e comunicações eletrônicas, que sugerem um arranjo funcional entre os envolvidos. Em nota, a defesa de Ciro Nogueira repudiou as acusações, classificou as medidas como precipitadas e afirmou que o senador está à disposição da Justiça para provar a legalidade de sua atuação parlamentar.



































































































