O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas emitiu um apelo formal exigindo a soltura imediata e sem condições do brasileiro Thiago de Ávila e do ativista Saif Abukeshek, que possui dupla nacionalidade espanhola e sueca. Ambos foram interceptados por forças israelenses enquanto navegavam em águas internacionais como parte da Flotilha Global Sumud, uma iniciativa humanitária voltada a levar suprimentos essenciais para a população de Gaza.
Desde a captura, os dois ativistas permanecem sob custódia em Israel sem que qualquer acusação formal tenha sido apresentada contra eles. O porta-voz do órgão da ONU, Thameen Al-Kheetan, reforçou que oferecer solidariedade e buscar formas de entregar ajuda à Faixa de Gaza — região que enfrenta uma crise humanitária sem precedentes — não constitui crime sob a ótica do direito internacional.
Denúncias de maus-tratos e críticas à legislação
A organização internacional manifestou profunda preocupação com relatos indicando que os detidos teriam sofrido “maus-tratos severos” durante o período de confinamento. A ONU enfatizou a necessidade urgente de uma investigação imparcial sobre esses abusos, garantindo que todos os responsáveis por violações de direitos humanos sejam devidamente punidos conforme a justiça.
Além da libertação dos ativistas, o Escritório de Direitos Humanos da ONU destacou pontos críticos sobre a atuação de Israel na região:
- O fim imediato da prática de detenções arbitrárias contra civis.
- A revisão de leis antiterrorismo consideradas vagas e incompatíveis com normas internacionais.
- A necessidade urgente de encerrar o bloqueio a Gaza para viabilizar a entrada de ajuda humanitária em larga escala.































































































