O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, defendeu que o avanço tecnológico e o consequente aumento da produtividade permitem a extinção da escala de trabalho 6×1. Segundo o representante da pasta, essas inovações garantem que a transição para jornadas mais equilibradas ocorra sem prejuízos financeiros aos trabalhadores.
Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC, Durigan enfatizou que o progresso digital e as novas ferramentas de comunicação elevaram a eficiência produtiva global. Para ele, é essencial que esses ganhos sejam revertidos em qualidade de vida para a força de trabalho, evitando que o custo dessa mudança recaia sobre a população.
Foco na proteção da renda do trabalhador
O governo federal reafirmou seu compromisso em blindar os salários durante qualquer debate legislativo sobre o tema. Durigan foi enfático ao declarar que a proteção à remuneração será uma cláusula indispensável em qualquer proposta aprovada pelo Congresso, garantindo que o descanso semanal adicional não resulte em perdas nos vencimentos mensais.
O cenário atual exige atenção especial, já que os dados apontam uma disparidade social significativa:
- Cerca de 30% da força de trabalho brasileira ainda atua sob a escala de seis dias de trabalho por um de folga.
- A grande maioria desses profissionais, aproximadamente 80%, recebe até dois salários mínimos.
- A iniciativa busca democratizar o descanso semanal, permitindo que trabalhadores de baixa renda tenham dois dias de folga, assim como já ocorre em cargos de maior remuneração.

































































































