O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (5), a suspensão por 60 dias dos mandatos dos parlamentares Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A punição foi motivada por quebra de decoro parlamentar durante um protesto realizado no plenário da Casa, onde os deputados reivindicavam a anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A decisão é um desdobramento das ações tomadas após o motim ocorrido em agosto de 2025, quando parlamentares da oposição ocuparam os plenários do Congresso Nacional durante a noite. O protesto, que visava pressionar pela votação do projeto de anistia e manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, impediu o funcionamento regular das sessões legislativas, levando o presidente da Câmara, Hugo Motta, a solicitar o afastamento de 14 envolvidos.
Trâmites e defesas dos parlamentares
Apesar da aprovação no Conselho de Ética, a medida ainda não é definitiva. O resultado precisa ser referendado pelo plenário da Câmara com, no mínimo, 257 votos favoráveis. Além disso, os deputados punidos possuem o direito de recorrer da decisão junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
Durante a sessão, que durou nove horas, os parlamentares defenderam suas condutas:
- Zé Trovão afirmou que a decisão é uma perseguição política e declarou que não hesitaria em ocupar a Mesa novamente se necessário.
- Marcos Pollon negou a quebra de decoro, alegando que sua atuação foi uma reação legítima ao que chamou de injustiças no país.
- Marcel van Hattem classificou o ato como uma manifestação pacífica e democrática, comparando a situação com o tratamento dado à oposição no Senado.

































































































