O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal está trilhando um caminho sólido para a recuperação econômica do país. Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, o representante da pasta destacou que o planejamento atual prevê o alcance de superávit fiscal tanto no ano corrente quanto em 2025, reafirmando o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.
Durigan ressaltou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) já aponta para uma meta de superávit de 0,5% para o próximo ano. Segundo o ministro, a gestão atual se diferencia da anterior ao priorizar a responsabilidade fiscal sem recorrer a medidas paliativas, como o calote em precatórios ou a apropriação indevida de recursos destinados aos governadores, práticas que, segundo ele, marcaram negativamente o ano de 2022.
Gestão fiscal e compromisso com os estados
Para garantir a estabilidade até o final do mandato, o governo federal tem focado na organização das contas e na implementação de reformas estruturais, como a reforma tributária. O ministro enfatizou que, desde 2023, o Ministério da Fazenda tem trabalhado para quitar dívidas herdadas e manter a previsibilidade econômica, afastando o cenário de incertezas que marcou o término da gestão passada.
Outro ponto central abordado foi o risco no abastecimento de combustíveis, essencial para o escoamento da safra e a rotina dos caminhoneiros. Para mitigar impactos, o governo articulou um acordo com os governadores para dividir os custos da importação de diesel:
- O governo federal eliminou tributos sobre o diesel e biodiesel para garantir paridade;
- A maioria dos governadores aceitou a proposta de redução do ICMS, exceto o estado de Rondônia;
- Propostas para desoneração parcial de gasolina e etanol já estão em discussão no Congresso.
Durigan assegurou que o diálogo com os entes federativos é constante e que o objetivo central é evitar que a conta do abastecimento recaia apenas sobre um setor. A estratégia visa manter os preços controlados e a logística nacional em pleno funcionamento, garantindo que 2026 seja um ano de solidez e previsibilidade para a economia brasileira.

































































































