O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu, nesta quarta-feira (6), a análise de um novo recurso que buscava viabilizar a chamada revisão da vida toda para segurados do INSS. O processo, que ocorria no plenário virtual, foi pausado após um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, ainda sem previsão de retorno.
O julgamento analisava um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). A entidade tentava garantir que o direito à revisão fosse assegurado aos aposentados que ingressaram com ações judiciais até o dia 21 de março de 2024, data em que o tribunal vetou definitivamente a possibilidade de recálculo.
Antes da interrupção, a votação registrava 4 votos a 1 pela manutenção da proibição. O único voto divergente foi do ministro Dias Toffoli, que defendeu a modulação dos efeitos da decisão para beneficiar quem recorreu à Justiça entre dezembro de 2019 e abril de 2024.
O contexto da decisão previdenciária
A reviravolta no caso ocorreu em março de 2024, quando o STF decidiu que os aposentados não possuem o direito de escolher a regra de cálculo mais vantajosa. A Corte invalidou deliberações anteriores ao julgar ações de inconstitucionalidade contra a Lei 8.213/1991, tornando a regra de transição de 1999 obrigatória.
Dentre os pontos principais da decisão, destacam-se:
- A obrigatoriedade da regra de transição estabelecida na legislação previdenciária.
- A impossibilidade de o segurado optar pelo critério que resulte em um benefício maior.
- A prevalência da decisão final do STF sobre entendimentos anteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Até o momento, este é o quarto recurso apresentado ao tribunal na tentativa de reverter o veto. Enquanto o impasse jurídico persiste, milhares de aposentados aguardam uma definição sobre a possibilidade de reajustar seus proventos com base em todo o período contributivo.

































































































