Após quase 20 anos de expectativas e desafios, o Museu da Imagem e do Som (MIS), localizado na icônica Avenida Atlântica, em Copacabana, abriu parcialmente suas portas ao público. A primeira mostra, intitulada Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som, revela os bastidores da construção e antecipa a experiência cultural do complexo, que deve ser totalmente entregue no primeiro trimestre do próximo ano.
O projeto, assinado pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, foi concebido em 2008 como um “boulevard vertical”, integrando a estrutura ao famoso calçadão de Burle Marx. Segundo Larissa Graça, gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho e curadora da mostra, a proposta democratiza o espaço ao transformar a escadaria em um mirante voltado para a praia, refletindo a essência da vida carioca.
A exposição no térreo e mezanino apresenta maquetes, croquis e registros técnicos da obra, que superou crises fiscais e interrupções desde a demolição do antigo prédio da Boate Help, em 2010. Com financiamento público e privado via Lei Rouanet, o museu será um repositório de brasilidade, abrigando um acervo monumental com coleções de nomes como Pixinguinha, Carmen Miranda e Augusto Malta.
Quando finalizado, o MIS contará com restaurante panorâmico, cinema ao ar livre e ambientes imersivos dedicados à história da música e da cultura do Rio de Janeiro. A secretária estadual de Cultura, Danielle Barros, celebrou a abertura como um marco simbólico, enquanto visitantes, como a professora Marta Azambuja, destacaram a singularidade da integração do edifício com a paisagem natural de Copacabana.





























































































