A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento do inquérito policial contra o vereador Salvino Oliveira Barbosa (PSD), que havia sido preso sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho. O magistrado Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, ordenou o arquivamento das diligências, criticando duramente a condução do caso pela Polícia Civil.
O juiz apontou uma série de irregularidades, incluindo a prática de fishing expedition — a busca indiscriminada por provas sem alvo definido — e o uso de coerção contra familiares e pastores do vereador. Segundo a decisão, a polícia tentou “maquiar” depoimentos forçados como voluntários e expôs dados financeiros do parlamentar sem base legal, ignorando que o valor questionado era um prêmio recebido da ONU.
Para o magistrado, o inquérito carece de justa causa e apresenta indícios de desvio de finalidade, servindo como instrumento de perseguição política. Salvino Oliveira, que foi secretário municipal da Juventude, celebrou a decisão nas redes sociais, classificando a investigação como uma ameaça à democracia e um ataque direto à sua origem em favela.





























































































