Washington, Estados Unidos – O recente encontro de três horas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington foi definido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como um diálogo pautado pela deferência e respeito mútuo. Em entrevista à TV Brasil, o ministro destacou que a conversa inicial transcorreu de forma informal, permitindo que os líderes compartilhassem trajetórias de vida, o que teria gerado uma admiração mútua inesperada durante a reunião.
A pauta econômica ocupou lugar central, com o governo brasileiro refutando a ideia de que o Brasil seria prejudicial aos interesses americanos. Durigan ressaltou que, embora o déficit comercial brasileiro tenha atingido 30 bilhões de dólares em 2025, o país é um grande importador de tecnologia e serviços dos EUA. O Brasil defendeu que não deve sofrer medidas tarifárias punitivas, argumentando que a relação comercial, na verdade, fortalece a economia norte-americana.
No campo da segurança, o foco foi o combate ao crime organizado transnacional e à lavagem de dinheiro, com propostas de cooperação para rastrear recursos ilícitos em paraísos fiscais como Delaware. Além disso, a exploração de minerais estratégicos, como nióbio e terras raras, foi abordada sob a ótica da soberania e da industrialização local. Lula enfatizou a Trump que o Brasil busca um modelo de desenvolvimento sustentável, distanciando-se de ciclos históricos de mera exportação de matérias-primas.

































































































