Colatina (ES) – O Ministério da Fazenda prepara um ajuste na medida provisória do Desenrola 2.0 para barrar, de vez, a participação de plataformas de apostas esportivas nas renegociações federais. Rogério Ceron, secretário-executivo da pasta, confirmou nesta quarta-feira (13) que a restrição — antes focada no Desenrola Famílias — será estendida de forma explícita ao Desenrola Fies.
A equipe econômica quer evitar brechas. Segundo Ceron, o texto original da MP não detalhava a proibição para o programa voltado a estudantes, o que gerou a necessidade de um reparo técnico. A regra é clara: empresas de apostas ficam impedidas de integrar qualquer programa público de renegociação de dívidas pelo prazo de um ano, evitando que o crédito estatal vire combustível para apostas online.
O Desenrola Fies estreou hoje com fôlego, registrando mais de 3 mil acordos firmados e 15 mil simulações logo nas primeiras horas. Para o governo, a adesão inicial serve como termômetro para atrair o restante dos inadimplentes. O objetivo central da iniciativa permanece o mesmo: limpar o nome de famílias e estudantes, oferecendo condições facilitadas para que o crédito volte a circular na economia brasileira.


































































































