Paris, França – Dario Durigan, ministro da Fazenda, desembarcou na França para sua segunda viagem internacional desde que assumiu o comando da equipe econômica. A agenda, coloca o Brasil em evidência como convidado do G7, grupo que reúne as sete maiores economias industrializadas do mundo. A missão é densa: envolve desde debates sobre inteligência artificial até o complexo cenário dos minerais estratégicos.
A segunda-feira (18) em Paris foi marcada por uma intensa imersão intelectual e tecnológica. Durigan participou de mesas-redondas sobre geopolítica, almoçou com editores do jornal Le Monde e visitou a sede da Mistral AI, onde discutiu o futuro da inovação com o CEO Arthur Mensch. O objetivo é claro: posicionar o Brasil como um player relevante na corrida tecnológica global, buscando parcerias que transcendam a simples exportação de matéria-prima.
O foco nos minerais críticos — como nióbio, grafeno e terras raras — domina os bastidores. Durigan defende que o país deve aproveitar a transição energética global para industrializar sua produção, sem ceder o controle sobre seus recursos naturais. Na terça-feira (19), o ministro se reúne com autoridades do Japão e com Fatih Birol, da Agência Internacional de Energia, antes de retornar a Brasília na quarta-feira (20).
Vale lembrar que a viagem original do ministro seria mais extensa. Ele precisou cancelar a etapa na Rússia, onde participaria de um encontro do banco dos Brics, devido ao fechamento do aeroporto de Moscou após ataques de drones na região. Agora, o foco total do comando da Fazenda volta-se para as negociações que podem definir o peso do Brasil na nova matriz energética mundial.






































































































