Rio de Janeiro (RJ) – O acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, acaba de receber de volta oito negativos fotográficos de vidro e uma lanterna slide que estavam sob guarda da Fundação Biblioteca Nacional. O material, que inclui registros de culturas indígenas e pesquisas científicas, permaneceu na instituição por mais de um século após ser utilizado pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto em uma conferência histórica, realizada em 1913.
Essas chapas de vidro — que funcionavam como matrizes para a revelação de fotografias em papel — trazem imagens preciosas, como os desenhos simbólicos dos índios Bakairis, registros da expedição alemã de 1884 e estudos sobre a fauna local. O retorno desse conjunto é considerado um marco para o museu, funcionando como uma peça de resistência que ajuda a recompor parte da memória científica devastada pelo incêndio de 2018.
A identificação técnica, conduzida pela equipe da Seção de Memória e Arquivo (Semear), foi fundamental para confirmar que as peças eram fragmentos perdidos da coleção institucional. Segundo o diretor Ronaldo Fernandes, o esforço conjunto entre as entidades reflete um compromisso com a preservação do patrimônio brasileiro.


























































































