Nova Jersey, Estados Unidos – O gramado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, será o palco onde Brasil e Noruega disputam, neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Mais do que a sobrevivência no torneio, o confronto coloca frente a frente dois dos principais articuladores do futebol mundial na atualidade: o brasileiro Bruno Guimarães e o norueguês Martin Odegaard.
Com quatro passes para gol, o camisa 8 da seleção brasileira ocupa o posto de segundo maior garçom do torneio, logo à frente de Odegaard, que soma três assistências. Em entrevista coletiva antes do jogo decisivo, o meio-campista do Newcastle United, da Inglaterra, admitiu o peso do duelo individual, mas preferiu priorizar o esforço coletivo. Segundo ele, partidas desse nível costumam ser resolvidas em detalhes mínimos, e estar em uma tarde inspirada será fundamental para que a equipe brasileira siga fazendo história nos Estados Unidos.
Duelo sob calor intenso e desgaste físico
A temperatura promete ser um adversário extra para os dois lados. Os termômetros em Nova Jersey devem registrar 33ºC no momento do pontapé inicial, com uma sensação térmica sufocante que pode beirar os 40ºC. Longe de usar o clima como desculpa, o volante brasileiro avalia que o desgaste físico será igual para as duas seleções. Para ele, o confronto será truncado e exigirá muito do fôlego dos atletas, o que aumenta a importância de ter um banco de reservas capaz de oxigenar o time nos momentos de pressão.
Essa capacidade de decidir vindo do banco já se provou essencial na fase anterior. Na última segunda-feira (29), em Houston, foi o atacante Gabriel Martinelli quem veio da reserva para selar a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em jogo válido pelos 16 avos de final. Agora, diante de um adversário europeu com características totalmente distintas, a exigência física deve subir ainda mais.
O desafio de neutralizar a bola aérea norueguesa
O maior sinal de alerta na preparação brasileira está no jogo aéreo. A Noruega ostenta a maior média de altura desta Copa do Mundo, uma arma que costuma explorar exaustivamente em faltas e escanteios. O perigo tem nomes conhecidos: os atacantes Erling Haaland, autor de quatro gols na competição, e Alexander Sorloth, ambos com 1,95 metro de altura. Para se ter uma ideia da disparidade física, o jogador mais alto da equipe brasileira é o zagueiro Gabriel Magalhães, com 1,90 metro.
A estratégia para conter essa pressão nas bolas paradas foi trabalhada de forma intensa nos treinamentos. Sabendo que os adversários vão disputar cada espaço na área brasileira, o foco da seleção é neutralizar essas jogadas ensaiadas logo na origem. Só assim, aliando a solidez defensiva à criatividade de seus homens de meio-campo, o Brasil espera carimbar o passaporte para a próxima fase do Mundial.































































































