Brasília (DF) – O governo federal disponibilizou nesta terça-feira (30) o Informa.BR, uma nova interface digital projetada para descentralizar e agilizar a consulta a dados públicos. Sob gestão da Controladoria-Geral da União (CGU), o sistema utiliza recursos de inteligência artificial para realizar uma varredura profunda nos portais do Poder Executivo, entregando ao cidadão um resumo dos resultados e os links diretos para o que ele realmente busca.
A iniciativa pretende corrigir um gargalo histórico. Até então, quem buscava informações governamentais precisava atuar como um investigador, alternando entre o Portal da Transparência, o Portal Brasileiro de Dados Abertos e páginas específicas de cada autarquia ou ministério. Agora, o usuário apenas descreve sua demanda em uma barra de busca, e o sistema cruza os dados, inclusive recuperando respostas já concedidas em solicitações anteriores feitas sob a égide da Lei de Acesso à Informação (LAI).
A LAI, vale lembrar, garante a qualquer pessoa ou empresa o direito de requisitar dados de órgãos públicos, nas esferas federal, estadual e municipal, sem que haja necessidade de explicar o porquê do interesse. O governo planeja que o acesso ao Informa.BR seja facilitado pela instalação de links diretos na aba superior dos sites oficiais, seguindo o padrão de transparência exigido pela legislação.
Caso a inteligência artificial não localize o dado específico — ou se o cidadão preferir seguir o rito tradicional — a plataforma também permite que o pedido de informação seja formalizado e acompanhado ali mesmo. Esse é um ponto de virada importante para a centralização do atendimento ao público.
Embora o Informa.BR entre em operação imediata para as consultas, o ecossistema de dados do governo passa por uma transição. Atualmente, o Fala.BR, também sob responsabilidade da CGU, é o canal utilizado para as demandas da LAI. A orientação oficial é que os órgãos federais continuem utilizando o Fala.BR para a análise e o processamento técnico das respostas, enquanto o Informa.BR funciona como a porta de entrada para o usuário final.
Essa separação tem prazo de validade, embora a data exata para a migração total não tenha sido cravada pelo governo. Fica a ressalva de que o Fala.BR não deixará de existir. Ele manterá sua função essencial como o canal oficial para manifestações de ouvidoria, focando no registro e tratamento de queixas ou sugestões que não se enquadram em pedidos de acesso a dados. Na prática, a CGU divide as funções para evitar sobrecarga e organizar o fluxo crescente de solicitações cidadãs.




































































































