Vila Velha (ES) – O processo de sucessão presidencial na Colômbia mergulhou em um impasse crítico. Abelardo de la Espriella, mandatário eleito, rompeu unilateralmente com os trâmites de transição e lançou uma acusação direta contra o atual governo. Segundo Espriella, Gustavo Petro estaria orquestrando manobras para bloquear a entrega do poder. Em um gesto de contornos institucionais graves, o sucessor exortou as Forças Armadas a honrarem o compromisso com a Constituição, sugerindo a desobediência a ordens que violem o rito democrático.
Do lado oposto, Petro mantém o tom de desconfiança, reiterando dúvidas sobre a legitimidade das urnas. A narrativa, no entanto, colide frontalmente com a posição de observadores internacionais, que asseguram a lisura do processo eleitoral colombiano.
Enquanto a América Latina lida com essa instabilidade, o cenário geopolítico mundial ferveu durante a cúpula da Otan, na Turquia. Donald Trump não poupou críticas aos aliados europeus. O presidente norte-americano confessou frustração com a retaguarda recebida durante as tensões recentes com o Irã, aproveitando a ocasião para reiterar a exigência de que o bloco aumente significativamente o orçamento voltado à defesa. Em paralelo, Trump renovou o interesse em adquirir a Groenlândia, proposta prontamente refutada pela Dinamarca, que insiste na soberania sobre o território.
No mesmo fórum, Volodymyr Zelensky buscou urgência na pauta ucraniana. Diante do desgaste provocado pelos ataques russos, que deixaram um saldo de 50 mortos somente neste mês na capital Kiev, o presidente exigiu um reforço imediato nos sistemas antiaéreos. A Otan respondeu à demanda com o anúncio de novas diretrizes para a aquisição de armamentos e a ampliação das capacidades defensivas dos países integrantes da aliança.
O clima de insegurança atravessou fronteiras e atingiu Damasco, na Síria. Duas explosões simultâneas deixaram 18 feridos nas proximidades de um hotel que abrigava Emmanuel Macron. O líder francês saiu ileso e decidiu prosseguir com a agenda diplomática ao lado do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa. O atentado expõe a fragilidade da segurança no país, que tenta, ainda com dificuldade, trilhar um caminho de reconstrução em meio a conflitos permanentes.

























































































