O estado de São Paulo enfrenta um cenário alarmante de violência de gênero no primeiro trimestre de 2024. Segundo dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o número de feminicídios atingiu a marca de 86 casos entre janeiro e março, um salto expressivo de 41% na comparação com o mesmo período do ano anterior, que registrou 61 ocorrências.
O mês de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, foi o mais crítico, contabilizando 30 vítimas fatais. Este índice representa o maior patamar da série histórica para o mês, evidenciando uma escalada perigosa na violência contra a mulher. Em relação a março de 2023, o aumento foi de 57,9%, reforçando a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes de proteção.
Aumento da violência doméstica e lesões corporais
Além dos homicídios, os registros de descumprimento de medidas protetivas de urgência também dispararam. Nos três primeiros meses do ano, foram contabilizadas 3.020 violações, um crescimento de 31,9%. Esse dado aponta para a fragilidade na segurança das vítimas que, mesmo sob proteção judicial, continuam sendo alvo de seus agressores dentro do ambiente doméstico.
As estatísticas criminais da SSP também revelam um panorama preocupante quanto à integridade física das mulheres paulistas:
- Lesão corporal dolosa: 19.249 casos registrados no primeiro trimestre.
- Crescimento: Alta de 7,4% em relação às 17.926 ocorrências do ano passado.
Diante desse cenário, diversos movimentos sociais e órgãos internacionais, como a ONU Mulheres, têm intensificado o debate sobre a segurança feminina. Ações como o programa Antes que Aconteça buscam ampliar a rede de proteção, enquanto manifestações populares pressionam o poder público por medidas mais rigorosas contra o feminicídio e a violência estrutural no estado.




































































































