Brasília (DF) – O retorno das atividades presenciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o recesso de julho foi marcado por uma defesa enfática do sistema eletrônico de votação. Na terça-feira (3), o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, classificou a urna como um patrimônio da democracia do país, aproveitando a ocasião para incentivar a participação popular na chamada Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.
A iniciativa pretende aproximar o eleitor do funcionamento das máquinas. Durante o período, serão realizadas palestras, demonstrações práticas do uso dos equipamentos e exposições, além de esforços concentrados para combater a desinformação que circula sobre o processo eleitoral. O ministro detalhou que o intuito principal da agenda é garantir que a sociedade compreenda as diversas etapas envolvidas na escolha de seus representantes, reforçando conceitos como auditabilidade e a contínua modernização tecnológica das urnas.
Ao discursar sobre a segurança do processo, Nunes Marques foi enfático ao tratar a transparência como um compromisso inegociável da instituição. Para ele, o acesso ao sistema é a base da confiança que o público deposita nas eleições. A Justiça Eleitoral, segundo o magistrado, mantém suas portas abertas para qualquer cidadão ou entidade interessada em fiscalizar ou acompanhar de perto como o voto é coletado e processado.
O calendário eleitoral já está definido para este ciclo. No dia 4 de outubro, milhões de brasileiros comparecerão às urnas para eleger deputados federais, estaduais e distritais, além de governadores, senadores e o presidente da República.
Caso o pleito para os cargos executivos de governador e presidente não seja decidido no primeiro turno — o que ocorre quando nenhum candidato atinge a marca de 50% dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos —, os eleitores retornarão às seções eleitorais em 25 de outubro para a votação definitiva.











































































































