Zapopan, México – O calendário do primeiro dia da Copa do Mundo de 2026 estende-se pela noite adentro. Às 23h desta quinta-feira, dia 11, o Estádio Akron, localizado em Zapopan, Jalisco, torna-se o palco do confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca. A partida integra o Grupo A, mesma chave que abriga os anfitriões do México e a seleção da África do Sul.
Para os sul-coreanos, o torneio marca a 11ª participação consecutiva. O retrospecto histórico, que inclui um quarto lugar na edição de 2002 — quando dividiram o papel de anfitriões com o Japão —, carrega a expectativa depositada em Son Heung-Min. O atacante de 33 anos, hoje no Los Angeles, vive uma contagem regressiva pessoal: soma 56 tentos pela seleção e está a apenas dois de superar Cha Bun-Kun, lenda que brilhou entre as décadas de 1970 e 1980, tornando-se o maior artilheiro do país.
A montagem do time pelo técnico Hong Myung-Bo vai além do protagonismo de Son, que acumula 144 aparições com a camisa nacional. O meio-campo conta com a estabilidade de Lee Jae-Sung, jogador do Mainz, da Alemanha, e o talento de Lee Kang-In, atleta que conquistou dois títulos europeus pelo Paris Saint-Germain.
Do lado oposto, os tchecos protagonizam um retorno aguardado. Esta é apenas a segunda vez que a República Tcheca marca presença em um Mundial após a dissolução da Tchecoslováquia. O trauma das finais perdidas em 1934 e 1962, diante de italianos e brasileiros, respectivamente, parece distante diante da necessidade de superar a fase de grupos após duas décadas de ausência na competição.
A trajetória até o México não foi simples. Após oscilações e uma derrota surpreendente para Ilhas Faroe, os tchecos precisaram de paciência na repescagem, onde decidiram a vaga em disputas de pênaltis contra Irlanda e Dinamarca. O artilheiro da campanha, Patrick Schick, do Bayer Leverkusen, é a principal esperança de gols.
O banco de reservas da República Tcheca reserva um marco histórico. O técnico Miroslav Koubek, aos 74 anos e nove meses, assume o posto de treinador mais velho a comandar uma equipe em Copas. Ele supera o recorde de Hugo Broos, que comandou a África do Sul mais cedo no mesmo dia. No gramado, Tomás Soucek se prepara para alcançar a marca de 93 jogos pelo país, caso dispute as três partidas desta etapa inicial.
O histórico de confrontos entre as duas seleções é escasso e equilibrado. Em três encontros anteriores, nenhum em Mundiais, foram registrados um empate, uma vitória tcheca — uma goleada de 5 a 0 em 2001 — e um triunfo sul-coreano por 2 a 1, ocorrido em 2016.


























































































