Nova Iorque, Estados Unidos – A sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, recebe até esta sexta-feira (15) o Fórum sobre Florestas. O encontro busca ajustar o marco internacional de sustentabilidade e definir estratégias eficazes para cumprir as metas globais de preservação até 2030. A comitiva brasileira desembarcou no evento com um portfólio de propostas robusto, conforme reportado pela Feed Editoria Radioagência Nacional.
O foco central da estratégia brasileira é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, defende uma mudança de paradigma: parar de pagar apenas pelo combate ao desmatamento e passar a remunerar quem mantém a floresta em pé. A lógica é simples — recompensar países que preservam suas taxas de cobertura vegetal, garantindo recursos contínuos para programas que são, acima de tudo, compromissos de Estado e não apenas de governos de turno.
Durante as mesas de negociação, o Brasil também destacou iniciativas como a gestão integrada contra incêndios, endossada por 71 organizações, e o combate ao racismo ambiental, reconhecendo que a degradação florestal penaliza desproporcionalmente populações vulneráveis. O país reforçou ainda o sucesso do Programa Bolsa Verde, que hoje sustenta 67 mil famílias brasileiras através do manejo sustentável de produtos como açaí, cacau e castanhas, provando que é possível gerar lucro sem derrubar uma única árvore.






































































































